terça-feira, 2 de novembro de 2010

Canção da primavera


















Catavento enlouqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.

Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até

Não mais saber-se o motivo...

Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!

[Mário Quintana - Canções, 1946]

Parceria com flores

















Todas minhas poesias, para escreve las,
tenho uma rica parceria com as estrelas,
e ainda conto com a ajuda do luar.
Mesmo que ela não fique completa
dispoe de bastante sorte, esse poeta
que também busca inspiração, em seu olhar.

Nos poemas onde vou falar sobre amores,
tenho lá, um jardim repleto de flores,
onde o que não falta, são palavras para rimar.
Entre tantas, de cor amarela ou vermelha,
para mim e como se fosse uma centelha,
onde frases lindas, já começam a brotar.

Numa roseira florida, ou mesmo numa muda,
também e fonte, onde vou buscar ajuda,
quando não a encontro numa canção.
Então junto sonhos, flores e as fantasias,
com carinho, vou montando belas poesias,
que são sempre aprovadas, por seu coração.

Gil de Olive

Poema florido e belo sobre a primavera




















Perfil da Primavera


Marinheiro das estrelas absolutas,
eu me afogava no crepúsculo invisível das estátuas,
sonâmbulo tronco, como o ventre da última colmeia,
em que meninos inventavam o mundo,
entre o doce pânico do mel e o violino das abelhas.

Na paisagem de minha solidão lunar,
apenas o arco distendido das angústias.

Mas entre os corpos e a dança silenciosa,
o relâmpago de teus olhos serpenteou no infinito dos meus,
acordando as pálpebras assustadas do desejo
que brincavam na cereja púrpura do Campari,
como duas abelhas embriagadas.

Eras uma fogueira de jasmins incendiados,
como as espumas comovidas do oceano,
onde eu colhia o vinho, o trigo,
a rosa marítima de teus beijos.

Mas que anjo mágico ou pássaro planetário
esculpiu teus seios como quem inventa a febre,
o fogo, o lírio, a asa nua do prazer?

Que mecanismo fez teus lábios flor de açúcar,

gota de aurora, brisa vertiginosa das salivas?

Abraço teu corpo como quem abraça a primavera!
Recebo teus beijos como quem desfruta estrelas!

Estranha geografia a do teu corpo,
cuja pele habitam borboletas incendiadas
e onde os anjos açucarados das maçãs
fabricam a saudade a cada ausência,
como quem recolhe o perfume amarelo das laranjas:
entre a solene poesia e a infância transitória do silêncio!

Ah, amor!

O meu desejo é como um lírio acorrentado à lua,
a espera da bailarina ninfa do teu corpo.

Como um pássaro enamorado pelas nuvens
que descobre no infinito das manhãs
a pele macia da aurora nua.

(Nivaldo Lemos)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A história da música Flor de liz
























Djavan teve uma mulher chamada Maria, os dois teriam uma filha que se
chamaria Margarida, mas sua mulher teve um problema na hora do parto
e ele teria que optar por sua mulher ou por sua filha...


Ele pediu ao médico que fizesse tudo que pudesse para salvar as duas,
mas o destino foi duro e a mulher e a filha faleceram no parto.

Agora é possível 'sentir' a letra da música. Conhecendo esta breve
história passamos a ouvir a música sob novo contexto, entendendo como
a dor pode ser transformada em poema e arte.


'Flor de Liz'

'Valei-me, Deus! É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor, eu sei que o erro aconteceu.
Mas não sei o que fez, tudo mudar de vez.
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei.

Será talvez que a minha ilusão, foi dar meu coração,
com toda força, pra essa moça me fazer feliz,
e o destino não quis, me ver como raiz de uma flor de liz.
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira.
Morto na beleza fria de Maria.

E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu.
E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Primavera




























É Primavera agora, meu Amor!
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor!

Ah! Deixa-te vogar, calmo, ao sabor
Da vida... não há bem que nos não venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha!
Não há bem que não possa ser melhor!

Também despi meu triste burel pardo,
E agora cheio a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, a tua espera...

Pus rosas cor-de-rosa em em meus cabelos...
Parecem um rosal!
Vem desprendê-los!

Meu Amor, meu Amor, é Primavera!...

Florbela Espanca

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dia da árvore - 21 de setembro













Hoje é dia da árvore.

Trate-a com carinho!