quarta-feira, 23 de janeiro de 2013




jardim sem flor
entre as páginas do livro
a rosa e sua cor
Alice Ruiz

domingo, 20 de janeiro de 2013




Vesti meu vestido mais bonito, me impregnei de lavanda e coragem...
Eu sorri o mais belo dos sorrisos, no espelho rubro púrpura; comecei o meu feitiço ajeitei o penteado mais lindo. Desliguei o senso o crítico no colo um belo crucifixo, ofuscante. Fiz um pacto com os lábios e o destino. Ela veio a deslizar da pálpebra para compor junto a mais bela face que eu pude alcançar. Anestesiada feiticeira, enfeitiçada quem compões é minha alma ela se desfaz se não blasfemar.
Enchi-me de lavanda me impregnei com coragem, de uma lágrima dei meu ultimo rubro sorriso despi o meu mais belo vestido em seus lábios dei meu ultimo suspiro. Devaneio, desvarios.


Amanda Lebassy

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013



"Pelo amor de uma rosa, o jardineiro é servo de mil espinhos."

Provérbio turco

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os lírios





Certa madrugada fria

irei de cabelos soltos

ver como crescem os lírios.


Quero saber como crescem

simples e belos — perfeitos! –

ao abandono dos campos.



Antes que o sol apareça,

neblina rompe neblina

com vestes brancas, irei.


Irei no maior sigilo

para que ninguém perceba

contendo a respiração.


Sobre a terra muito fria

dobrando meus frios joelhos

farei perguntas à terra.



Depois de ouvir-lhe o segredo

deitada por entre lírios

adormecerei tranquila.


Henriqueta Lisboa

A lenda da Flor Dama da Noite



Há tempos, vivia uma linda princesa chamada Damang que amava perfumes. Ela, junto às suas aias, pesquisava diferentes flores e plantas para extrair perfumes. Estava sempre muito cheirosa experimentando seus perfumes enquanto entretia, à noite, seus pretendentes. Infelizmente ela adoeceu. Os médicos palacianos foram convocados para atendê-la mas nada conseguiram quanto à sua cura. Ela faleceu de mal desconhecido e foi enterrada no jardim do palácio. Uma semana mais tarde, uma estranha planta cresceu no local onde havia sido enterrada. Das plantas nasceram flores brancas amareladas que espalhavam sua fragrância durante a noite. 
O povo do local se lembrando da Princesa Damang passou a chamar a planta de Dama de Noche, em sua honra.

Dama-da-noite




A dama-da-noite é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa e muito popular devido ao aroma inebriante de suas flores.

 Nomes Populares: Dama-da-noite, Coerana, Coirana, Flor-da-noite, Jasmim-da-noite, Jasmim-verde, Rainha-da-noite

As abundantes inflorescências surgem na primavera e verão, carregando numerosas flores tubulares, de coloração creme-esverdeada, que exalam um intenso perfume, principalmente à noite.

Pode ser conduzida como arvoreta e trepadeira também, através de podas e tutoramento, perfumando assim calçadas, pátios e cobrindo caramanchões, arcos, treliças, entre outros suportes. Para atenuar-lhe o forte perfume, deve ser plantada à meia-sombra, desta forma sua floração será menos intensa.  

Diz-se que sua pungente fragrância é uma dos mais fortes entre as plantas; algumas pessoas a acham enjoativa. Suas flores atraem diversas espécies de abelhas, beija-flores e borboletas.